The Brand Gap – O Abismo da Marca & The Cure

18 03 2009

Texto retirado na íntegra do livro The Brand Gap, de Marty Neumeier e que eu acho fantástico e reproduzo abaixo:

Na maioria das empresas há uma profunda separação entre estratégia e criatividade. De um lado estão os estrategistas e profissionais do marketing que raciocinam com o lado esquerdo do cérebro – analíticos, lógicos, lineares, concretos, numéricos, verbais. Do outro lado estão os designers e criativos que pensam com o lado direito do cérebro – intuitivos, emotivos, espaciais, visuais, físicos.

Infelizmente, o lado esquerdo do cérebro nem sempre sabe o que o direito está fazendo. Quando existe uma fissura entre a estratégia e a criatividade, entre a lógica e a mágica, acontece o Abismo da Marca. Esse abismo pode fazer com que uma estratégia brilhante fracasse onde ela é mais importante, no ponto de contato com o cliente, e uma iniciativa ousada, antes mesmo de ser lançada, estará fadada a voltar à fase de planejamento.

Assim, o abismo entre estratégia e criatividade pode separar uma empresa de seus clientes de tal forma que nenhuma comunicação importante passe entre eles. Para o cliente, é como se ele estivesse tentando ouvir um rádio de alta tecnologia com auto falantes imcompatíveis: o sinal chega forte, mas os sons são ininteligíveis.”

Livro The Brand Gap, Marty Neumeier – editora Bookman.

Now Playing: The Cure – Just Like Heaven

Obs. Não pude colocar o video oficial do The Cure porque a gravadora (Universal) que detém os direitos da Música não permite que o video seja colocado em um site fora do YouTube! Então, coloquei um cover do Dinosaur Jr. e abaixo coloco o link oficial para a página do Youtube!

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Um pouco sobre o The Cure:

O The Cure, formado em 1976, é uma das bandas mais importantes da música mundial de todos os tempos por ter lançado um estilo próprio e muito evidente de músicas e comportamento, que foi amplamente consumido durante muitos anos (e até hoje possui muitos admiradores). Classificado como “Rock Gótico” o The Cure é claramente uma banda que transita de forma fascinante nos ambientes obscuros do Rock Alternativo mundial.

Conheci The Cure por volta de 1995 e desde então procuro acompanhar o trabalho da banda. Mas como toda banda de rock clássica e famosa, o The Cure passou por várias e diversas fases: Nascimento, ascenção, queda, retorno… e por aí afora. Hoje em dia o único integrante que permanece da formação original é o vocal Robert Smith, que alias, na minha opinião é um dos artistas mais influentes da música tanto pelo talento profissional quanto pela figura exótica e, que convenhamos, é essencial no mundo do rock.

Com um bom repertório musical bastante variado e que possui alguns altos e baixos, o The Cure serviu de inspiração pra diversas outras grandes bandas do rock mundial: Smashing Pumpkins, Jane´s Addiction e Dinosaur Jr. (e eu desconfio muito que o Radio Head tem bastante influência vinda do The Cure… apesar de nunca ter visto isso ser noticiado.)

Algumas da músicas que eu gosto do The Cure (todas com link pro YouTube!)

youtube1. Just Like Heaven

2. Close to Me

3. Friday and I´m in Love

4. Love Cats

5. Killing an Arab

6. In Between Days

7. Boys don´t Cry

8. The Caterpillar

Robert Smith, vocalista do The Cure.

Robert Smith, vocalista do The Cure.

Por enquanto é isso aí.

Grande abraço e falamos na sequência.

Adriano Brandão

adriano@wegacom.com.br





Como conduzir a colaboração na Gestão de Marcas

17 03 2009

Hoje em dia existem diversas formas de como pode-se conduzir a Gestão de Marca de uma empresa. Três delas dominam basicamente esse cenário e todas possuem prós e contras.

Modelo 1Agência de Comunicação Integrada (One-Stop-Shop Agency): Este modelo surge com as agência tradicionais de Propaganda no inicio do século XX. Agência de propaganda normalmente eram as responsáveis por gerenciar a marca dos seus clientes e isto continua hoje em dia. Contudo, as agência passaram a ser multidisciplinares e acumular varios tipos de conhecimentos e áreas específicas dentro de sua própria estrutura. Outra forma são as holdings que acumulam diversas agências de várias especialidades dentro do seu guarda chuva, como por exemplo o grupo ABC do Nizan Guanaes que possui cerca de 10 agência de comunicação onde cada uma delas tem uma especialidade: Propaganda, Eventos, Marketing Promocional, Internet, etc.

modelo11

Modelo 2 - Consultoria de Branding: Este modelo é uma variação do Modelo 1. Aqui o cliente opera com uma agência líder mas possui um consultor que planeja e administra o projeto, inclusive orientando a agência. Esta é uma forma positiva de trabalhar pois você pode escolher os fornecedores mais adequados para o que a empresa precisa: tanto uma agência com excelente departamento de criação quanto um consultor de marca muito experiente.

Modelo 3House Agency: Neste modelo a empresa tem todo departamente de comunicação e estratégia em Branding internos, ou seja, todas ações partem de dentro de sua própria equipe. O lado negativo nisto é que o trabalho tende a ficar “viciado” devido a contaminação que os profissionais de comunicação tem por estarem presentes no dia-a-dia da empresa e seus problemas e crenças. O lado positivo é que todas informações ficam sob controle da própria agência.

Todos modelos apresentam prós e contras. O importante é ver qual destas ferramentas se adapata melhor a sua necessidade. Qual você escolheria?

Obs. Teoria relativas ao livro The Brand Gap, de Marty Neumeier. Editora Bookman

Aquele abraço!

Adriano Brandão – adriano@wegacom.com.br

Now Playing: Coldplay – Warning Sign live at AOL Sessions





Open!

10 03 2009

Olá pessoal,

Inaugura hoje o Nawega.com, blog da Wegacom Propaganda e Marketing e eu ficarei responsável por falar um pouco sobre Branding, ou em bom português, Gestão de Marcas.

E o que são marcas? Bom, marcas são símbolos que contem dentro deles um DNA próprio e traduz visualmente a identidade de uma corporação inteira. Esse DNA é moldado através de muitas variáveis que vão desdea forma como a telefonista atende o telefone, até o design mais moderno que o produto pode assumir numa prateleira.

O Branding passou a ser tema de estudo e muito já se tem de bibliografia pois ficou clara a necessidade das empresas em se diferenciarem da concorrência em um mercado cada vez mais competitivo. Todos os pontos de contato de uma empresa com clientes, fornecedores e até colaboradores deve ser estrategicamente planejado de forma a tornar sua essência percebida.

Uma marca deve evoluir conforme o tempo passa, e isso tem a ver com atitude, objetivos e o próprio design dela. Isto porque uma organização é exatamente como um ser humano: Adaptável. E toda empresa deve saber se adaptar ao ambiente em que ela vive. Considere o exemplo da Olivetti, antiga empresa qiue fabricava Máquinas de Escrever. A Olivetti fez muito sucesso ao longo de sua história até o dia em que o primeiro PC foi vendido. Apostando na tradição da sua marca e produto, o “Sr. Olivetti” apostou que o novo advento da tecnologia nao seria capaz de tomar seu lugar no mercado e o que aconteceu com o mercado de máquinas de escrever? Foi parar no cantinho de um museu. Dai a importância das marcas evoluirem. Postarei juntamente um video da evolução da marca Pepsi.

Como sugestão inicial, fica aqui minha recomendação de leitura para quem quiser se aprofundar um pouco mais neste fantástico universo das marcas: Construindo Marcas Fortes, de David Aaker.

Em seguida, começarei a postar cases, teoria e reflexões mais aprofundadas sobre o tema.

Um abraço a todos!

Adriano Brandão